Na sua reacção a guerra americana no Médio Oriente, o Governo de Moçambique garantiu esta semana que dispõe de pelo menos 75 mil toneladas de combustíveis nos seus depósitos, quantidade considerada suficiente para assegurar o normal funcionamento da macroeconomia nacional até princípios de Maio.
Falando a imprensa em Maputo, no seguimento do fecho imposto ao estreito de Ormuz pelo conflito no Médio Oriente, o Secretário de Estado do Tesouro, Amílcar Tivane, explicou que ao nível internacional estão a ser preparadas rotas alternativas para serem exploradas caso o fluxo de combustíveis seja totalmente interrompido nas suas rotas tradicionais.
O Governo diz que cerca de 80% das importações globais passam por Ormuz, zona atingida pelo conflito, por isso Moçambique, através do seu governo, deverá se manter em alerta para evitar situações de défice e ou colapso económico.
Conforme garantiu a opinião pública Amilcar Tivane, os preços actuais da gasolina (85 meticais e gasóleo 80mt), em princípio deverão manter-se até ao final do mês de Abril próximo, tendo em conta os ‘stocks’ adquiridos antes da crise provocado pelos ataques dos americanos ao Irão.
Apesar de algum optimismo, o governo, admite possíveis impactos na economia do país caso o conflito se agrave, sobretudo tendo em conta a possibilidade de o barril do petróleo ultrapassar os 120 ou 140 dólares, facto que poderá travar a recuperação económica e afectar pequenas e médias empresas nacionais, muitas das quais fustigadas pelas cheias e inundações, depois dos impactos das manifestações políticas convocadas por Venâncio Mondlane.
Na semana passada antes do início do conflito no Irão, o custo do barril de crude rondava aos 72 dólares americanos, mas com o agravamento da tensão militar e o exacerbar dos discursos dos protagonistas políticos, em pouco mais de uma semana, o barril de crude chegou a custar 120 dólares por barril, com previsões de algumas entidades que apontam um crescimento para até 150 USD/baril para breve. Nas últimas horas agências internacionais de notícias reportam ataques israelitas de retaliação no Irão.





