As Detenções no Topo da LAM e os Esforços de Daniel Chapo no Combate a Corrupção em Moçambique

É dada como certa a detenção por ordens do Ministério Público de cinco gestores de topo da hierarquia da problemática empresa pública linhas Aéreas de Moçambique, LAM, por alegado envolvimento actos que consubstanciam o crime de corrupção.

Dentre as entidades inclui Pó Jorge, um antigo Director Geral, Hilário Tembe, actual Director Operacional e Eugénio Mulungo, responsável pela Tesouraria.

Não ainda informações oficiais das entidades envolvidas, mas alguns canais de comunicação referem que as detenções relacionam-se com esquemas de Catering envolvendo gestores do topo da empresa.

Outras fontes dizem que as detenções atingiram Armindo Savanguana, do pelouro financeiro e Anísio Machava, da gestão logística de provisões de bordo.

Espera-se que o Ministério Público através do Serviço Nacional de Investigação Criminal, Sernic, e do Gabinete Central de Combate a Corrupção apareçam em público para esclarecimentos sobre as circunstâncias da prisão preventiva dos quadros da LAM.

Em Maio do ano passado de 2025, o Governo decidiu abrir o capital social da LAM para empresas do Sector Empresarial do Estado (HCB, CFM e EMOSE), de modo a assegurar injecção de recursos financeiros para a aquisição de 8 aeronaves e a reestruturação desta nossa empresa de bandeira.

No seu discurso dos cem primeiros dias de governação, Daniel Chapo fez a primeira grande revelação sobre a LAM: “descobrimos que, dentro da nossa empresa, há pessoas com conflitos de interesse. Não lhes interessa que a LAM tenha aviões próprios, interessa-lhes que a LAM continue a alugar aviões, porque com o aluguer de aviões ganham comissões. E nós decidimos, como Governo que vamos reestruturar a LAM. Por isso, tivemos que cancelar todo o processo e reorientar o processo, uma vez que é importante que se cuide dos interesses do povo e não interesses de pessoas ou de grupos. Nós vamos reestruturar e, após a reestruturação, que vai incluir reestruturar pessoas para irem para casa sentar e deixarem-nos trabalhar, que vai culminar com a aquisição dos aviões. Estamos a dizer isso porque o processo atinente às primeiras três aeronaves fez com que pessoas saíssem de Moçambique com o dinheiro dos novos accionistas disponível e foram ficar 15 dias na Europa para inspeccionarem aviões e voltarem para Moçambique e dizer que não conseguiram inspeccionar nem um avião sequer. Por isso, quero aproveitar esta ocasião para dizer ao povo moçambicano, do Rovuma ao Maputo, que esta é uma fase que estamos a passar, mas depois da tempestade vem a bonança” palavras de Daniel Chapo, o Presidente da República nos cem primeiros dias de governação.

Hoje, 26 de Fevereiro, no seu discurso por ocasião da vigésima primeira cerimónia de graduação de oficiais da polícia da República de Moçambique e mestres em ciências policiais Daniel Cahpo referiu-se aos esforços do seu governo nos seguintes moldes: “Outro fenómeno no qual estamos a registar melhorias tem a ver com o combate à corrupção. Se tiverem prestado atenção, nos últimos meses, a imprensa tem estado a reportar muitos casos de cidadãos detidos em conexão com a corrupção, porque a cada dia que passa, estamos a apertar o cerco contra os corruptos. Todavia, em respeito ao princípio de presunção de inocência, não iremos nos alongar nesta matéria. Para todos os efeitos, esperamos que os graduados que, a partir de hoje, passam a reforçar a corporação policial venham aumentar a pressão e o controlo contra os corruptos, que sugam os poucos recursos do Estado e do Povo moçambicano, prejudicando o nosso Povo. Companheiros, o lugar dos corruptos, dos ladroes e dos raptores é na cadeia, porque nós não aceitamos conviver com esse tipo de “cancro”. Sabemos que há e haverá resistências, mas nós não vamos parar. Vamos continuar a apertar o cerco para que estes crimes fiquem para a história” apontou o estadista.

 

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