As autoridades do sector da saúde em Maputo anunciaram a decisão de suspender a profissional que aparece no vídeo que viralizou nas redes sociais no qual a agente do estado recusa o atendimento hospitalar a três utentes alegado que o horário do atendimento tinha expirado.
A saúde em Maputo ‘sacode o capote’ e diz que não se identifica com o comportamento demonstrado por aquela profissional tanto mais que trata-se de uma estagiaria afecta naquele centro de saúde.
Uma nota de imprensa refere que “O Serviço de Saúde da Cidade de Maputo (SSCM) anunciou a suspensão de uma profissional de saúde afecta ao Centro de Saúde de Zimpeto, no Distrito Municipal de KaMubukwane, após a divulgação de um vídeo nas redes sociais que mostra a funcionária a recusar atendimento a um utente. O episódio ocorreu no dia 10 de Dezembro de 2025”.
“De acordo com o comunicado divulgado pelo SSCM, a instituição acompanhou, com preocupação, as imagens postas a circular nas redes sociais, nas quais a profissional recusava prestar assistência alegando que o utente não possuía senha e que o horário normal de atendimento já havia terminado.”
“O documento acrescenta que, na sequência do vídeo o Serviço de Saúde da Cidade de Maputo deslocou de imediato uma equipa técnica ao local para averiguar os factos e recolher os elementos necessários ao esclarecimento da situação. A verificação preliminar confirmou a ocorrência retratada nas imagens.”
“Considerando o comportamento como totalmente inaceitável e contrário aos princípios de humanismo, ética, responsabilidade e profissionalismo que orientam a prestação de cuidados de saúde”, o SSCM decidiu suspender a profissional envolvida, esclarecendo que a mesma prestava serviços na qualidade de voluntária.”
“No mesmo comunicado, o Serviço de Saúde da Cidade de Maputo reafirma o seu compromisso em garantir atendimento digno, seguro e humanizado a todos os utentes, reiterando que comportamentos semelhantes não serão tolerados e continuarão a merecer intervenção rigorosa e oportuna”.
Os factos acontecem numa altura em que os hospitais em Moçambique apresentam uma situação lastimável, com um pessoal aparentemente em greve silenciosa devido a problemas nas remunerações.





