Porto de Maputo Sob Acusações de Ser Usado para Fornecer Material Bélico Letal a Israel

A gestão do Porto de Maputo nega que esteja a ser usada para viabilizar a guerra de Israel. Nas últimas semanas Agências tem estado a noticiar a circulação nas terminais de carga do Porto de Maputo de parte considerável de material bélico que alegadamente estaria em transito, cujo destino final o uso nas matanças no Médio Oriente.

Em reacção formal aos dados da acusação relativa ao financiamento da guerra em Israel, a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo diz que tomou conhecimento de que circula nas redes sociais uma informação alegando que o Porto de Maputo está a ser utilizado para fornecer material bélico letal a Israel.

“Através deste comunicado, queremos afirmar de forma inequívoca que tal informação é falsa” refere um comunicado do Porto.

Nos finais do governo de Filipe Jacinto Nyusi em 2024, circularam notícias de que o Porto de Maputo era um negócio de Nyusi que adquirira a infra-estrutura aparentemente numa situação de nhonga que inclui a extensão da área actual passando a ocupar também partes dos CFM e o perímetro do busto do mwa-nhoca.

“Os nossos sistemas de controlo de navegação confirmam que o navio mencionado na publicação – MV Holger G – não atracou em nenhum terminal do Porto de Maputo. Os registos indicam apenas que o navio esteve fundeado no dia 19 de Novembro na Boia 1N (a 30 milhas náuticas, ou seja, 55 km dos nossos cais), no limite norte do canal de acesso, onde realizou exclusivamente uma operação de abastecimento de combustível (bunkering) através da embarcação CPG ALMA. Após esta operação, o navio partiu às 06:12 do dia 20 de Novembro”. Filipe Jacinto Nyusi, aparentemente encurralado na sua primeira tentativa de observação eleitoral na Guine Bissau, já foi funcionário da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique, CFM antes de atingir a posição de Chefe de Estado.

A actual liderança do Porto de Maputo chegou a ser apontada como envolvida no escândalo das dividas ocultas durante a governação de Armando Guebuza. Na altura a gestão saiu em defesa de Osório Lucas através de um comunicado distribuído a imprensa. “O Porto de Maputo reafirma o seu compromisso com o cumprimento rigoroso das normas internacionais aplicáveis às operações portuárias, mantendo total transparência e rastreabilidade em todos os movimentos registados na sua área de jurisdição.”

“De realçar que o Porto não foi contactado por nenhum órgão de informação ou outra entidade para o esclarecimento prévio deste equivoco antes da sua publicação.” Não foram revelados os eventuais encaixes financeiros que a empresa tem estado a amealhar na alegada viabilização logística da guerra no Israel.

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