Presidente Chapo Destaca Expansão do Porto de Maputo no Reforço da Competitividade no Mercado Regional e Global

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou hoje, 27 de que o Porto de Maputo entrou numa fase decisiva de modernização, impulsionada por investimentos de 500 milhões de dólares previstos para os próximos três anos, e que irão “posicionar o país no mapa logístico da região Austral e do mundo”. O Chefe do Estado destacou que estes avanços representam uma transformação profunda na capacidade operacional e estratégica da principal porta de entrada e saída de mercadorias de Moçambique.

Durante a visita efectuada esta quinta-feira, o estadista moçambicano percorreu os principais terminais, as obras de expansão do terminal de contentores, o Centro de Formação e a Sala de Controlo, onde avaliou o andamento das intervenções em curso. Destacou o “cumprimento dos termos estabelecidos no âmbito da concessão do Porto de Maputo”, frisando que os resultados são visíveis e de impacto nacional. O Presidente Chapo sublinhou que os projectos actualmente em execução, liderados pela Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC, acrónimo em inglês) e seus parceiros, representam um passo decisivo na transformação do corredor logístico. “A MPDC e os seus parceiros estão a realizar um conjunto de obras e investimentos que possuem um impacto verdadeiramente transformador para Moçambique e para os Moçambicanos”, afirmou.

Entre os investimentos prioritários, o governante destacou o aumento da capacidade de manuseamento de contentores para mais de 500 mil TEUs, o reforço dos terminais de carvão (passarão a movimentar até 15 milhões de toneladas) e o aumento da capacidade do Terminal de Carga Geral, que ultrapassará 15 milhões de toneladas. Para o estadista, estas obras traduzem-se em ganhos concretos: “Estes investimentos não são apenas números: representam mais eficiência, mais negócios, mais emprego, mais desenvolvimento”.

Além disso, anunciou também que, a partir de 2026, arrancam projectos estruturantes como a dragagem de aprofundamento do canal para menos de 16 metros e a reconstrução de mais de 400 metros de cais. Segundo explicou, estas intervenções são essenciais para alinhar o Porto de Maputo com os maiores portos internacionais e garantir maior segurança operacional. A visita destacou igualmente as iniciativas voltadas para a formação técnica e o reforço dos recursos humanos. O Chefe do Estado registou “com particular satisfação” a criação do novo centro de formação equipado com simuladores de última geração e meios digitais de ensino. Para si, este investimento reflecte uma visão clara de que a modernização portuária depende, sobretudo, do desenvolvimento de competências nacionais.

No domínio tecnológico, o Presidente Chapo enalteceu o sistema de ligação automática entre o Porto de Maputo e a fronteira de Ressano Garcia, implementado por jovens moçambicanos. Sublinhou que esta integração “reduz tempos de trânsito, melhora a eficiência e combate práticas ilícitas”, reforçando a ideia de que “problemas locais, desafios locais, soluções locais”. Ademais, defendeu o reforço da utilização do transporte ferroviário, que considera uma componente estratégica para o futuro logístico do país. Para o governante, o caminho-de-ferro “é mais verde, aumenta a segurança, reduz custos e assegura maior competitividade” para a empresa Caminhos-de-Ferro de Moçambique e para todo o corredor. Na componente social, o Chefe do Estado reiterou iniciativas que beneficiarão directamente as comunidades, incluindo a construção da nova Escola Náutica, a aquisição de uma nova embarcação moderna para ligações entre KaNyaka e Maputo, e a conclusão da nova ponte-cais, prevista para 2026. “Moçambique está num caminho de transformação profunda”, disse, destacando que o Porto de Maputo é símbolo dessa mudança. Reiterou que o Governo continuará a trabalhar com o sector privado e parceiros internacionais para garantir que os investimentos anunciados gerem benefícios reais para todos. “O que nós queremos é fazer chegar dinheiro no bolso do povo moçambicano com as sementes que estamos a lançar”, concluiu. (GI)

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