A directora-geral do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) enalteceu, no passado dia 15 de Novembro corrente os esforços da Fundação de Caridade Tzu Chi no programa de distribuição de lanches escolares em Sofala, destacando o “enorme potencial” da produção agrícola de voluntários para fins humanitários em Mecuzi, na província de Sofala.
“A área da alimentação escolar é fundamental para o desenvolvimento deste país (…) Portanto, ter uma merenda escolar ou uma refeição quente é um factor muito importante não só para o estudante, mas também para o professor (…) estas estratégias melhoram a assiduidade e a presença das crianças na escola. Vocês estão de parabéns”, declarou Zélia Menete, durante uma visita ao campo agrícola de Mecuzi, um espaço de mais de mais de 100 hectares em que voluntários da Tzu Chi tem plantado alimentos para alunos e doentes internados na província de Sofala, no centro de Moçambique.
Só na campanha agrícola 2025-2026, este programa promovido por voluntários da Fundação de Caridade Tzu Chi em Mecuzi prevê produzir mais de mil toneladas de produtos para alimentar alunos e pacientes internados.
Os principais produtos são hortícolas e cereais, alimentos que são posteriormente distribuídos entre as escolas construídas pela Tzu Chi em Sofala, no âmbito do projecto “refeições quentes”, um programa de distribuição de lanche escolar que visa reduzir o absentismo escolar.
No total, nesta campanha agrícola lançada no dia 13 de Novembro, a Fundação de Caridade Tzu Chi prevê abranger mais de sete mil crianças no âmbito deste programa “refeições quentes”.
“Estudos mostram que a melhoria na nutrição promove melhorias no desempenho e no rendimento das crianças na escola”, acrescentou a directora-geral do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) durante a visita.
Além das escolas, os alimentos produzidos no campo agrícola de Mecuzi servem para apoiar os hospitais com alimentos para doentes internados, com destaque para o Hospital Rural de Nhamatanda, que, em média, recebe, pelo menos, 60 pessoas para internamento.
Com o arranque da nova campanha agrícola, a ambição desta fundação de princípios budistas agora é garantir a sustentabilidade desta produção agrícola para fins humanitários, tendo, nesse contexto, começado a apostar na produção da castanha de caju, com os olhos no mercado moçambicano.
A Fundação de Caridade Tzu Chi e o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique têm estado a trabalhar num mecanismo de cooperação na área de formação e capacitação agrária na província de Sofala.
“Nós sabemos que a Fundação de Caridade Tzu Chi investiu muito na área de infra-estruturas, as pessoas [beneficiárias de três mil casas construídas pela fundação no apoio às famílias afectadas pelo Idai em 2019] vivem agora em casas condignas, mas é preciso apostar agora em hortas nutritivas e produção de outros alimentos nestas famílias, garantindo uma alimentação equilibrada”, observou Zélia Menete.
A província de Sofala concentra a maior parte dos projectos da Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique. À luz de um memorando assinado com o Governo moçambicano, esta fundação de princípios budistas com representações em mais de 60 países tem, desde o ciclone Idai (2019), um pacote de apoio específico para Sofala.
Com um financiamento total de 108 milhões de dólares, inteiramente disponibilizados pelos mais de 10 milhões de voluntários da Tzu Chi espalhados pelo Mundo, esta em curso a construção simultânea de três mil habitações, 1.673 das quais já prontas e entregues, e 23 escolas para comunidades afectados pelo ciclone Idai em Sofala, no centro de Moçambique.
No que diz respeito às escolas, pelo menos 10 foram oficialmente inauguradas no dia 03 de Setembro, num evento dirigido pelo Chefe Estado moçambicano, Daniel Chapo, e mais três serão entregues até ao final deste ano, incluindo a maior escola primária do país, uma infra-estrutura orçada em 3,9 milhões de dólares e que está localizada na cidade da Beira, também em Sofala.
Em 2024, a Tzu Chi entregou às autoridades moçambicanas, também em Sofala, a Escola Secundária de Mafambisse, que é a maior instituição de ensino secundário do país, orçada em 13 milhões de dólares, valor também disponibilizado completamente pela fundação.





