O Secretário Executivo do Conselho Provincial de Combate ao Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), Tales Jemuce, alertou para o impacto alarmante do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) em Cabo Delgado, destacando que em cada 10 pessoas na província, pelo menos uma vive com o vírus.
Falando na tarde deste domingo, 9 de Novembro de 2025, durante uma actividade de sensibilização e distribuição de preservativos na Praia do Wimbe, na cidade de Pemba, Jemuce sublinhou que a acção tem como objectivo aproximar a prevenção das pessoas, sobretudo dos grupos mais expostos ao risco de infecção.
“O problema do HIV é um problema sério para Cabo Delgado, é um problema sério para cidade de Pemba e essa actividade foi colocada muito de propósito na Praia do Wimbe, que é um lugar público, que é um lugar muito acorrido por nós, mas também sabemos que é um lugar onde muita coisa acontece, disse Tales Jemuce.
O responsável alertou que em Cabo Delgado, a cada 100 pessoas, pelo menos 10 vivem com HIV, ou seja, em cada 10 pessoas, pelo menos uma tem o vírus, tornando o HIV um problema real e urgente.
“Esta actividade de distribuição de preservativo neste lugar foi escolhida mesmo a dedo, nós a nível da província de Cabo Delgado temos uma prevalência de HIV de 10,5%, ou seja, estamos a dizer que em Cabo Delgado a cada 100 pessoas, pelo menos 10 vivem com HIV, ou seja, em cada 10 pessoas, pelo menos uma tem o HIV. Então é um assunto, é um problema real, explicou o secretário executivo.
Jemuce advertiu que, para além das estatísticas, há vidas humanas e famílias destruídas pela doença, realçando que a província continua a registar um número elevado de novas infecções.
“Às vezes pensamos nos números, mas por detrás dos números são pessoas reais, são famílias que se perdem, que se destroem. Estamos a perder pessoas. Nós temos e estamos a ter um elevado nível de novas infecções. Nós em Cabo Delgado temos cerca de uma infecção a cada 2 horas. Então, uma pessoa se infectada a cada 2horas em média na província de Cabo Delgado, o que é muito, lamentou Tales Jemuce.
O dirigente acrescentou que o número de mortes anuais associadas ao HIV continua igualmente preocupante, defendendo que a prevenção deve tornar-se um hábito constante em todas as comunidades.
“Estamos com perto de 4000 mortes por ano por causa do HIV ou por doenças relacionadas ao SIDA. Então, a prevenção ela se torna realmente urgente para nós, se torna realmente necessária. E o que fazemos aqui hoje é um gesto simbólico, mas o que queremos é que este gesto seja replicado nas nossas comunidades, seja replicado nas famílias, junto dos adolescentes, dos jovens, lá onde nós nos encontramos, seja no serviço, em casa, por aí adiante, acrescentou Jemuce.
A acção faz parte das actividades preparatórias do Dia Mundial de Luta contra o HIV e a Sida, que se assinala a 1 de Dezembro, e visa reforçar a prevenção do HIV e das gravidezes não planeadas, promovendo o uso correcto e consistente do preservativo, sobretudo entre jovens e mulheres.
A iniciativa é implementada com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), com financiamento do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/SIDA (UNAIDS), em parceria com o Conselho Provincial de Combate ao SIDA e organizações da sociedade civil.





