Em gala realizada nesta quinta-feira, dia 6 de Novembro, em Maputo, os Prémios Mozal Artes e Cultura, edição de 2025, foram distinguidos artistas nacionais que se destacam pelo talento e irreverência nas suas práticas, contribuindo para a valorização da cultura moçambicana.
O concorrente da província de Cabo Delgado, Az Khinera, venceu o prémio na categoria de Música; da província da Gaza, venceu Melchior Ferreira na categoria de Cinema e Audiovisual. O artista Nuno Silas, residente na diáspora venceu na categoria de Artes Visuais. Os restantes vencedores que se encontram em Maputo foram: Mário Cumbana, na Fotografia; Osvaldo Passirivo, na Dança; Amarildo Rungono Design de Moda e Vestuário e Aílton Zimila, na categoria de Teatro.
Os prémios são constituídos por um diploma, um troféu e o valor pecuniário de 120 Mil Meticais, que se esperam ser um incentivo aos jovens artistas para uma aposta na qualidade e visibilidade do seu trabalho.
Intervindo na ocasião, a Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, disse que os Prémios Mozal Artes e Cultura são uma demonstração clara de que em Moçambique existem talentos cuja visibilidade virá de acções que ligam a aposta pública do Governo e de iniciativas como a de Kulungwana e a Mozal que valorizam a arte moçambicana e prestigiam os artistas.
“O Governo de Moçambique, através da Constituição da República, defende o acesso às artes como um direito fundamental, materializando este direito através das suas políticas culturais públicas que promovem não apenas a promoção do consumo público às artes, mas também a identificação e premiação de personalidades artísticas para o quadro de referências identitárias nacionais, semelhança daquilo que nos é oferecido pelo Prémio Mozal de Artes e Cultura” disse Matilde Muocha
De acordo com Henny Matos, directora executiva da Kulungwana os Prémios visam celebrar o melhor do talento artístico e cultural de Moçambique, valorizando a sua maior visibilidade. A edição 2025, teve um total de 103 candidatos, entre os quais foram nomeados 20 finalistas e encontrados os sete vencedores.
“Pela primeira vez recebemos candidaturas provenientes de todas as províncias do país, um marco que nos deixa profundamente satisfeitos e que acreditamos ser resultado das acções mais incisivas e presenciais realizadas fora da capital Maputo. Este é um sinal claro de que estamos a trilhar o caminho certo, promovendo uma cultura verdadeiramente inclusiva e nacional”, disse Henny Matos.
Lucrécia Uamba, representou a Mozal na gala e afirmou: “A gala dos Prémios Mozal Artes e Cultura tem vindo, de forma contínua, consistente e firme, a premiar, reconhecer e divulgar o trabalho dos nossos artistas, dos nossos fazedores de arte, não é, que ao longo de todo o ano demonstraram seu empenho dedicação nesta causa bastante nobre.”
Rogério Manjate presidente do júri dos Prémios Mozal Artes e Cultura, destacou: “Uma vez que todas as candidaturas são submetidas no mesmo sistema de formulários digitais, quer sejam obras de artes visuais, espectáculos de dança ou teatro, ficheiros, áudios de música ou projectos de desenho de vestuário, permitiu abolir as diferenças entre áreas e a distância física no território nacional.
No total, As candidaturas válidas após a triagem realizada contabilizaram-se em 103 participações, originários de todas as províncias apesar de a província de Maputo continuar a liderar com 69% dos candidatos, comparativamente às restantes. As mulheres estiveram representadas em 19,4% dos participantes, valores que parecem ainda muito baixos, refere o júri.





