Adriano Nuvunga Finalmente no Tribunal Para Esclarecer Sobre 219 Milhões da Venda da Verdade Eleitoral

Depois de duas faltas de comparência, Adriano Nuvunga, representante do Centro para a Democrcia e Direitos Humanos, CDD, finalmente compareceu esta quarta-feira, 05 de Novembro ao Tribunal Judicial de Maputo para responder ao processo que corre contra ele e que acusa o presidente do partido Podemos de receber um suborno de 219 milhoes de meticais para vender os resultados eleitorais de 2024.

Adrinano Nuvunga chegou ao tribunal por volta do meio-dia na companhia da sua equipa de defesa e colaboradores do CDD. Á sua chegada ao tribunal, Nuvunga, para alem de se focar no processo, leu uma missiva na qual se declara vítima do sistema político vigente em Moçambique, que alegadamente lhe persegue nos mais de 20 anos que trabalha na defesa dos direitos humanos.

Para o partido Podemos no julgamento do caso dos 219 milhões, o Doutor Adriano Nuvunga, acusou de forma falsária, ao presidente do Podemos Albino Forquilha de ter “vendido a verdade eleitoral”, nas eleições presidenciais de 2024. Acredita-se que Nuvunga não tenha provas sobre as acusações que fez a Forquilha. Alguns sectores acreditam numa calunia e difamação desencaeada por Nuvunga contra Forquilha embalado pelo ambiente de tensão que se viveu imediatamente a seguir as sétimas eleições gerais e multipartidárias realizadas em Outubro de 2024 em Moçambique.

A seguir a declaracao de Adriano Nuvunga a imprensa na sua chegada ao tribunal

“Maputo, 5 de Novembro de 2025”

“Obrigado por estarem aqui.”

“Para quem está nesta luta há vinte e sete anos, hoje não vejo apenas um tribunal. Vejo um símbolo da longa caminhada do povo moçambicano pela justiça, pela dignidade e pela liberdade.”

“Hoje é o Dia da Legalidade — e nada mais coerente do que estarmos aqui a cumprir a notificação, em respeito ao Tribunal e ao Ministério Público.”

Este processo trouxe um ponto essencial: o próprio Ministério Público reconhece que, no âmbito do nosso activismo, prestamos “serviço relevante à sociedade”.

“Para nós, isso é motivo de honra. Consagra um percurso de serviço público, e reafirma que cidadania activa e legalidade caminham juntas.”

“O simples facto de estarmos aqui é, de certa forma, o resultado dessa luta colectiva. Mostra que as instituições funcionam e que a justiça, quando se faz ouvir, fortalece a democracia.

Como defensor dos direitos humanos, sinto orgulho em fazer parte deste percurso.”

“Os trabalhos que realizamos ao longo dos anos — nas comunidades, nos tribunais, nas ruas, nos espaços de diálogo — sempre tiveram um único propósito: servir o povo moçambicano e afirmar o direito à dignidade, à liberdade e à justiça.”

“Estar aqui hoje não é um obstáculo, é uma continuidade dessa missão.”

“E acredito que cada passo dado com respeito e verdade é uma vitória para todos nós. FIM!” na semana passada o presidente do partido Podemos, Albino Forquilha disse a MiraMar que não vai desistir do processo até que Nuvunga apresente as provas sobre as acusações que fez contra a sua honra e integridade.

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