Anúncio do Ministério das Finanças Sobre a Retirada de Moçambique da Lista Cinzenta da GAFI

Uma Equipa chefiada pela Ministra das Finanças, Carla Loveira, participou de 20 a 24 de Outubro de 2025, em Paris, na Reunião Plenária e dos Grupos de Trabalho do Grupo de Acção Financeira (GAFI).

O Governo de Moçambique acordou com o GAFI um Plano de Acção com 26 medidas, após a inclusão de Moçambique na lista de países sob monitoria reforçada do GAFI (Lista Cinzenta), em Outubro de 2022, cujo cumprimento integral foi concluído em Abril de 2025.

Durante a reunião do Grupo de Revisão da Cooperação Internacional (ICRG), o Grupo Conjunto para África, apresentou o relatório dos resultados dos progressos alcançados por Moçambique no âmbito do processo de monitoria reforçada do GAFI, destacando o reforço da coordenação nacional, o aperfeiçoamento do quadro legal e regulatório, a eficiência das instituições de supervisão e de aplicação da lei e a compreensão dos riscos de b ranqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e financiamento da proliferação pelo sector público, privado e pela sociedade civil.

O GAFI saudou o Governo de Moçambique (i) pelo desempenho alcançado na visita ao País nos dias 08-09 de Setembro quanto aos progressos alcançados pelo País no cumprimento do Plano de Acção do País e Recomendações do GAFI, (ii) pelo acolhimento da reunião presencial dos Países que se encontram sob monitoria reforçada do ICRG (Lista Cinzenta), realizada em Maputo entre os dias 10-13 de Setembro de 2025; bem como (iv) o empenho do Governo de Moçambique em garantir a integridade do sistema financeiro nacional e internacional, e em consolidar a reputação do País como um parceiro comprometido com os padrões globais de transparência e boa governação.

A reunião da plenária do GAFI de 24 de Outubro de 2025, precedida das reuniões do ICRG realizadas nos dias anteriores, marcou a retirada do País da Lista Cinzenta, após mais de dois anos de intensas reformas e esforços para tornar robusto o nosso regime de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e financiamento da proliferação.

Esta decisão representa um passo estratégico para o reforço da credibilidade e da reputação do País, criando melhores condições de acesso ao financiamento, aos instrumentos de apoio, bem como atracção de investimento directo estrangeiro.

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