O actual ministro moçambicano do interior, Paulo Chachine, reagiu hoje, 22 de Outubro, ao caso sobre a emboscada sofrida ontem por uma equipa da unidade de intervenção rápida envolvida nas actividades de escolta de viaturas civis que circulam no troço que liga Xitaxi–Awasse, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado.
Quando interpelado pelos jornalistas, Paulo Chachine confirmou a emboscada, mas negou a morte de quatro polícias; “a primeira coisa a desmentir é o facto de que não são 4 colegas e um apenas; um colega nosso caiu na emboscada; desaparecimento sem vida; seria bom se as denúncias feitas indicassem onde essas pessoas estão; se é um colega, ou outra pessoa que tenha essa informação partilha com connosco essa informação; nós não estamos sozinhos” referiu o ministro.
Paulo Chachine falava a margem da cerimónia de tomada de posse de Adjuntos de Comissários da Polícia que passam a assumir cargos de Comando na PRM em Maputo.
Dados em nosso poder indicam que quatro agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foram mortos na manhã de terça-feira, 21 de Outubro de 2025, na sequência de uma emboscada armada protagonizada por terroristas, ao longo da Estrada Nacional Número 380, no troço Xitaxi–Awasse, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.
Segundo apurou o Camaramen, durante a ofensiva, os atacantes incendiaram uma viatura da Polícia da República de Moçambique (PRM), de marca Mahindra, usada na escolta. Imagens recebidas pela redacção mostram o veículo completamente carbonizado e um dos agentes brutalmente assassinado, com sinais de queimaduras graves e mutilações na parte inferior do corpo.
A província de Cabo Delgado é rica em jazigos de recursos minerais e tem sido aparentemente alvo de acções de gangs que lutam para o controlo da riqueza agravado pelas fragilidades do estado na gestão e controlo dos valiosos recursos naturais.





