Dados do Instituto Nacional de Estatística em Moçambique, INE, indicam que tomando como referência os dados recolhidos em Setembro findo, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, indicam que o País registou um aumento de preços na ordem de 0,29%.
A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas destacou-se, ao contribuir com cerca de 0,08 pontos percentuais (pp) positivos.
Analisando a variação mensal por produto, é de destacar o aumento de preços do peixe fresco (2,0%), de mensalidades da DSTV (3,9%), de motorizadas (3,6%), do milho em grão (5,7%), do peixe seco (1,0%), da couve (3,4%) e de refeições completas em restaurantes (0,4%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,18% positivos.
No entanto, alguns produtos com destaque para o óleo alimentar (0,9%), o detergente em pó (1,3%), a cebola (2,4%), o arroz em grão (0,5%), o feijão manteiga (0,8%), a batata-reno (4,4%) e a carne de cabrito (1,9%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,08% negativos no total da variação mensal.
De Janeiro a Setembro do ano em curso, o País registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 1,96%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,94 pontos percentuais e 0,54 pontos percentuais positivos, respectivamente.
Analisando a variação acumulada por produto, importa destacar o aumento dos preços do peixe seco, de refeições completas em restaurantes, do pão de trigo, do arroz em grão, dos sumos de fruta, do carapau e do sabão em barra. Estes comparticiparam com cerca de 1,57 pontos percentuais positivos no total da variação acumulada
Relativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise, registaram um aumento na ordem de 4,93%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 11,85% e 9,01%, respectivamente
Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, nota-se que em Setembro findo, somente as Cidades de Quelimane e da Beira, registaram queda de preços com cerca de 0,10% e 0,05%, respectivamente. Entretanto, os restantes centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a Cidade de Chimoio com 1,21%, seguida da Cidade de Tete com 1,19%, da Província de Inhambane com 0,15%, da Cidade de Maputo com 0,13%, da Cidade de Xai-Xai com 0,06% e da Cidade de Nampula com 0,05%
Desagregando a variação acumulada, verifica-se que de Janeiro a Setembro do ano em curso, todos os centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a Cidade de Tete com cerca de 6,18%, seguida da Cidade de Quelimane com 3,60%, da Província de Inhambane com 2,10%, da Cidade de Chimoio com 2,07%, da Cidade da Beira com 1,76%, da Cidade de Xai-Xai com 1,72%, da Cidade de Maputo com 0,77% e da Cidade de Nampula com 0,37%.
Relativamente a variação homóloga, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Cidade de Tete registou o maior aumento de preços com cerca de 9,74%, seguida da Cidade de Quelimane com 5,77%, da Cidade de Xai-Xai com 5,42%, da Cidade de Chimoio com 5,13%, da Província de Inhambane com 4,96%, da Cidade de Maputo com 3,85%, da Cidade da Beira com 3,82% e da Cidade de Nampula com 3,80%.





