A Ministra das Finanças, Carla Loveira, acompanhada do Governador do Banco de Moçambique e do Embaixador de Moçambique em Washington, participou, dia 15 de Outubro, na reunião do Grupo dos Governadores Africanos, subordinada ao lema, Financiar Infraestruturas Resilientes Para o Desenvolvimento em África.
No encontro, os Governadores Africanos apresentaram ao Presidente do Grupo Banco Mundial, Ajay Banca, um memorando contendo necessidades de apoio para África, nomeadamente, o reforço do FMI/BM na mobilização de recursos internos para gerar receitas e combater a evasão fiscal, o reforço na capacidade orçamental e a melhoria da eficiência dos investimentos públicos, bem como o apoio a uma nova arquitectura financeira global, e a captação de mais investimentos privados para financiar infra-estruturas.
Intervindo na ocasião, o Presidente do Banco Mundial, Jay Banga, reafirmou o compromisso da sua instituição em apoiar todas as iniciativas apresentadas no memorando do entendimento, tendo em conta a situação de vulnerabilidade que os países africanos enfrentam.
Acreditamos que a abordagem de combinar soluções inovadoras de financiamento com o reforço a capacidade fiscal e da eficiência do investimento público, juntamente com a mobilização de recursos financeiros e sua utilização eficiente, podemos fazer de África um continente prospero. Disse o Presidente do Banco Mundial.
A reunião terminou com o apelo dos Governadores Africanos do Fundo Monetário Internacional e do Grupo do Banco Mundial à necessidade de financiamento de infra-estruturas resilientes para o Desenvolvimento da África.
Entretanto, a Ministra das Finanças Carla Loveira, participou no dia 14 de Outubro, em Washington DC, na reunião da Constituência Africana do Grupo 1 do FMI, sob o lema: Navegando Pelos Desafios Fiscais na África Subsaarianas Estratégias resilientes e âncoras credíveis em águas turbulentas.
A reunião tinha como agenda adoptar estratégias resilientes e âncoras fiscais credíveis para restaurar a estabilidade macroeconómica e promover um crescimento inclusivo da África Subsahariana.
África Subsahariana enfrenta um ambiente fiscal turbulento, moldado por choques globais em cascata, instabilidade geopolítica, perturbações climáticas e condições financeiras mais restritivas incluindo assistência oficial para o desenvolvimento.
Estas pressões aprofundaram as vulnerabilidades fiscais, com muitos países a enfrentarem níveis da dívida elevado, espaços fiscais limitados e desafios persistentes na balança de pagamentos.
A reunião analisou igualmente os acordos apoiados pelos FMI podem sustentar o ímpeto de reformas, particularmente em estados frágeis e afectados por conflitos.
No final da reunião, os países da África Subsahariana reafirmaram refinar as recomendações de políticas, desenvolver capacidade institucional e garantir que as estratégias fiscais sejam resilientes e confiáveis em meio à turbulência global em curso.





