Anibalzinho Sai Solto da Cadeia Civil em Maputo em Gozo da Liberdade Condicional

Fontes próximas da cadeia Civil em Maputo reportam a soltura na tarde desta quarta-feira, 8 de Outubro de Anibal dos Santos Júnior, mais conhecido por Anibalzinho, condenado no âmbito do processo sobre o assassinato do jornalista e investigador Carlos Cardoso na avenida Martires da Machava a 22 de Novembro de 2000.

As fontes dizem que Anibalzinho vai em liberdade condicional depois de cumprir uma pena de prisão maior. A saída do condenado assassino atirador de Cardoso foi de forma secreta e jornalistas posicionados defronte da cadeia não foram a tempo de registar imagens porque a saída foi camuflada aparentemente entre a defesa e a direcção da cadeia.

Em Maio de 2021, o Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) transferiu, do Estabelecimento Penitenciário de Máxima Segurança (vulgo BO) para o Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo, ex-Cadeia Civil, o recluso Aníbal António dos Santos Júnior, mais conhecido por Anibalzinho, envolvido no assassinato do jornalista Carlos Cardoso, a 22 de Novembro de 2000.

Condenado a 30 anos de prisão efectiva, em Janeiro de 2006, lembre-se, Anibalzinho evadira-se das celas moçambicanas em três ocasiões, sendo que uma foi registada no Comando da PRM (Polícia da República de Moçambique) na Cidade de Maputo e as outras duas na cadeia de Máxima Segurança, vulgo BO.

Anibalzinho foi preso, pela primeira vez, em 2002.

Depois da sua primeira fuga, foi recapturado na África do Sul em Janeiro de 2003 e extraditado para Moçambique apenas algumas horas depois de ter sido condenado à revelia por homicídio. Em finais de 2004, o Supremo Tribunal ordenou que Anibalzinho tinha direito a um novo julgamento porque o primeiro havia sido feito na sua ausência – apesar de a ausência ter resultado da sua fuga da cadeia.

Durante o julgamento de Carlitos Rachid e de Manuel Fernandes, em 2002, foram apresentados testemunhos segundo os quais Nyimpine Chissano – o filho do então presidente Joaquim Chissano – havia solicitado o pagamento a Anibalzinho do equivalente a 50 mil dólares.

Antes de ser assassinado, Carlos Cardoso estava a fazer uma reportagem sobre o desaparecimento de 144 bilhões de meticais do Banco Comercial de Moçambique (BCM).

Em Maio de 2002, a justiça apontou seis pessoas suspeitas de envolvimento no crime. Ayob Abdul Satar e Vicente Ramaya, já falecidos foram acusados e condenados por instigado o assassinato, enquanto Momade Abdul Satar, Anibalzinho e duas outras pessoas foram acusadas e condenadas por ter executado o crime.

Impossível copiar o conteúdo desta página