A província de Inhambane prepara-se para receber, no dia 23 de Agosto, mais uma edição do Festival da Timbila – M’Saho, a decorrer na vila de Quissico, distrito de Zavala, berço desta manifestação cultural única.
Realizado anualmente com o patrocínio da Sasol, o festival é um tributo à música, à dança e à tradição chope, com o propósito de manter viva a herança cultural da timbila e valorizar a identidade e a diversidade musical moçambicana.
A edição de 2025 destaca-se por reunir exclusivamente artistas locais: 15 grupos, sendo 13 provenientes do distrito de Zavala e 2 da cidade de Inhambane, além de dois Mestres de Cerimónia – um de Zavala e outro da capital provincial.
Entre os grupos confirmados estão: Mkwaio, Timbila de Guilundo – Venâncio, Timbila de Muane, Timbila Mazivela, Timbila Banguza, Timbila Nhagutou, Timbila Mauaie, Ngalanga Chitondo, Ngalanga Ngomene, Ngalanga Vugane, Fusão Timbila Quissico, Fusão Timbila Chitondo, Timbila Chidzoho, Timbila Groove e Xigubo Ubanthu (Inhambane). O programa inclui ainda a actuação especial da Companhia de Dança de Cambine.
O evento deverá atrair não só residentes da província, mas também visitantes de diversas regiões do país, reforçando o turismo cultural em Inhambane. Ao reunir grupos e artistas que representam a essência da tradição chope, o festival transforma Zavala num ponto de encontro para apreciadores da música e da dança moçambicana, oferecendo uma experiência autêntica marcada por ritmos vibrantes, trajes tradicionais e expressões artísticas singulares.
Para além das actuações, o público poderá desfrutar do ambiente acolhedor da vila, apreciar a gastronomia local e vivenciar de perto a hospitalidade da comunidade. O festival cria, assim, oportunidades para a dinamização económica e para a promoção de Inhambane como destino cultural de referência.
Reconhecida pela UNESCO, desde 2005, como Património Cultural Imaterial da Humanidade, a timbila é mais do que um instrumento musical – é um legado vivo do povo chope, presente sobretudo na província de Inhambane. Trata-se de um conjunto de xilofones artesanais construídos a partir de madeira local e cabaças ressonadoras, cuja sonoridade única acompanha cantos e danças que narram histórias, transmitem ensinamentos e reforçam os laços comunitários.





