Foi lançada quarta-feira, 06 de Agosto, em Maputo, a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF) 2025-2031, que visa assegurar o acesso e uso dos produtos e serviços financeiros de qualidade e acessíveis, através do conhecimento, confiança e segurança contribuindo para o crescimento económico sustentável e inclusivo e o bem-estar da população moçambicana.
No lançamento da ENIF, a Ministra das Finanças, disse que o documento surge na sequência da ENIF 2016 – 2022, representando não apenas o início de uma nova etapa, mas também a consolidação de um ciclo que lançou as bases fundamentais para a inclusão financeira em Moçambique.
A nova ENIF 2025-2031, assente em quatro pilares, quer expandir o acesso aos produtos financeiros através da multiplicação de pontos de acesso e de serviços financeiros digitais, incluindo a promoção de pagamentos digitais, melhoria do acesso ao crédito, criação de clima favorável para o investimento, a expansão dos seguros e do financiamento verde , garantiu Carla Loveira
A titular de finanças avançou igualmente que durante a implementação da ENIF 2016-2022, testemunhou-se avanços significativos, impulsionados pelo esforço coordenado do Governo, do Sector Financeiro e Parceiros de Desenvolvimento. Por isso, gostaria de expressar o meu reconhecimento a todos os sectores, que contribuíram de forma activa para o alcance dos resultados da primeira ENIF, que são visíveis, encorajadores e ajudam-nos a perspectivar melhor o futuro , enfatizou a dirigente
Para o Governador do Banco de Moçambique (BdM), Rogério Zandamela, a ENIF 2025-2031, abre um novo capítulo na construção de um sistema financeiro mais justo, inclusivo e resiliente.
O timoneiro do banco central, garantiu que a ENIF 2025-2031, prevê uma estrutura de coordenação reformulada e mais funcional, através de um Comité Nacional de Inclusão Financeira (CNIF), que será o órgão central de governação, liderado pelo BdM e o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), com a participação de instituições-chave,
Tendo como notas de destaque, o aumento para 60% da percentagem da população adulta com uma conta bancária; A elevação de 20% para 30% da proporção de população adulta com acesso a crédito formal; A garantia de que 70% da população rural tenha uma conta de moeda electrónica, dos actuais 53%; O aumento de 17% para 31% da percentagem da população adulta com acesso a produtos de seguro; A ampliação de 14% para 27% a população adulta abrangida por regimes de pensões; A promoção da poupança formal, passando de 19% para 35% envolvendo activamente mulheres jovens, idosos e pessoas com deficiência, sublinhou.





