Primeira-ministra Dirige XI Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios em Maputo

O Governo e a CTA realizam esta sexta-feira, 25 de Julho, em Maputo, o XI Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios, sob liderança da Primeira-Ministra, PM.

O evento tem como objectivo, avaliar o nível de execução das prioridades de reformas acordadas entre o Governo e o sector privado no âmbito do Diálogo Público-Privado (DPP).

Além de reflectir sobre os desafios que dificultam a melhoria do ambiente de negócios no país, o XI CMAN abordará também a indução dos principais actores do DPP (Governo e sector privado); a apresentação das expectativas do sector privado em relação ao ambiente de negócios; e a visão do Governo sobre o tema.

Participam no CMAN, membros do Governo e outros quadros relevantes no processo do DPP. Do lado do Sector Privado, participam, para além do Conselho Directivo da CTA, os Presidentes dos Pelouros e dos Conselhos Empresariais Provinciais e parceiros.

Falando segunda-feira, 21 de Julho na abertura da reunião de planificacao, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá disse nos últimos três anos (2022-2024), Moçambique registou sinais de recuperação da economia nacional, embora a crescer de forma moderada e abaixo do seu potencial, muito influenciada pelo peso da agricultura e da indústria extractiva, ainda muito dominada pelo sector primário.

Nesse período, explicou o ministro, o PIB cresceu 4,03%, e as previsões para 2025 apontam para um crescimento de 2,9%. A taxa de inflação, no mesmo período, situou-se em torno de 6,9%, graças a uma gestão prudente da política monetária e fiscal. A taxa de câmbio tem-se mantido estável, na banda de 63,88 MT/USD, frisou o dirigente.

No seu informe ao parlamento, a PM disse que devido as manifestações violentas pós-eleitorais, a economia registou, no quarto trimestre de 2024, uma contracção em -4.87%, contrariando a tendência de crescimento que vinha registando no primeiro, segundo e terceiro trimestre que se situou na ordem de 3.2%, 4.5% e 3.68%, respectivamente. Foram destruídos mais de 955 estabelecimentos económicos e sociais, o que levou ao desemprego cerca de 50 mil pessoas, um número que poderá vir a aumentar.

Em termos de custo para a nossa economia, as manifestações geraram um prejuízo calculado em cerca de 32.2 mil milhões de meticais.

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