Banco Africano Anuncia 17 Milhões de Dólares Para Apoiar a Recuperação de Cabo Delgado

O Conselho de Administração do grupo Banco Africano de desenvolvimento anunciou a aprovação, a 17 de Julho de 2025 em Pretória, na África do Sul, de uma subvenção de 17 milhões de doares para apoiar os esforços de recuperação e resiliência na provincial de Cabo Delgado afectada pelo conflito no norte de Moçambique.

O financiamento apoiará o projecto investimento resiliente para o empoderamento socioeconómico, paz e segurança (RISE-PS) uma nova iniciativa para combater as causas profundas da fragilidade através do empoderamento económico direccionado. Criará directamente 24 mil empregos, com 60% das oportunidades destinadas a jovens entre os 18 e 0s 35 anos e 50% reservadas para mulheres. No total espera-se que mais de 100 mil pessoas beneficiem da iniciativa.

Segundo os dados do grupo, desde 2017, os ataques extremistas violentos em Cabo Delgado mataram pelo menos 4.500 pessoas e deslocaram mais de um milhão. Aproximadamente 4.965 pequenas empresas foram destruídas, deixando as comunidades sem meios de subsistência.

O desemprego juvenil e atinge actualmente 25% na provincial com 35% das jovens sem emprego e sem estarem matriculadas em cursos de educação ou formação.

“Trata-se de mais do que uma recuperação económica – trata-se de dar aos jovens uma razão para acreditar no seu futuro” afirmou Babatunde Omilola, gestor de Capital Humano, Juventude e Desenvolvimento de Competências do gabinete regional do banco Africano de Desenvolvimento para África Austral. A implementação inicia a 1 de Setembro de 2025 sob a liderança do governo com o PNUD como parceiro de implantação e vai durar até Agosto de 2029.

O valor total do projecto é de 28 milhões de dólares incluindo uma doação de 17 milhões do Banco Africano de Desenvolvimento por meio de seu fundo de Apoio á Transição, 4,2 milhões de dólares de programa da Nações Unidas para o desenvolvimento PNUD, 2,4 milhões de dólares da Alemanha, 3,1 milhões de dólares em financiamento paralelo de parceiros do sector privado e 1,3 milhão de dólares dados pelo governo de Moçambique.

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