INE – Diz Que Moçambique Registou Uma Deflação Mensal de 0,07% em Junho de 2025
O Instituto Nacional de Estatísticas, INE, refere que os dados recolhidos em Junho último, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, indicam que o País registou uma queda de preços na ordem de 0,07%.
A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foi a de maior destaque, ao contribuir com cerca de 0,12 pontos percentuais (pp) negativos.
Desagregando a variação mensal por produto, é de destacar a queda dos preços do tomate (7,0%), da couve (9,3%), do feijão manteiga (3,3%), do gasóleo (3,1%), da gasolina (1,0%), da alface (9,2%) e do coco (6,6%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,32pp negativos.
Todavia, alguns produtos com destaque para o pão de trigo (2,8%), o carapau (2,1%), o peixe seco (1,2%), os veículos automóveis ligeiros em segunda mão (3,4%), o peixe fresco (1,2%), os lençóis e fronhas (4,9%) e a galinha viva (1,5%), contrariaram a tendência de queda de preços, ao contribuírem com cerca de 0,20pp positivos no total da variação mensal.
Durante o primeiro semestre do ano em curso, o País registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 1,20%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,43pp positivos, cada.
Analisando a variação acumulada por produto, importa destacar o aumento dos preços de refeições completas em restaurantes, do pão de trigo, do arroz em grão, do feijão manteiga, do sabão em barra, do carapau e de sumos naturais. Estes comparticiparam com cerca de 0,98pp positivos no total da variação acumulada.
Relativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise, registaram um aumento na ordem de 4,15%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 9,38% e 8,53%, respectivamente.
Desagregando a variação mensal pelos centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços no País, nota-se que em Junho último, as Cidades de Xai-Xai com 0,55% e de Tete com 0,18% registaram aumento de preços. No entanto, os restantes centros registaram queda de preços, sendo de destacar a Província de Inhambane com – 0,48%, seguida da Cidade de Maputo com -0,18%, da Cidade de Chimoio com -0,17%, da Cidade de Nampula com -0,11%, da Cidade da Beira com – 0,05% e da Cidade da Quelimane com -0,03%.
Analisando a variação acumulada, verifica-se que durante o primeiro semestre do ano em curso, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Cidade de Tete registou o maior aumento de preços com cerca de 3,00%, seguida da Província de Inhambane e da Cidade de Xai-Xai com 2,34%, cada, das Cidades da Beira com 2,04%, de Maputo com 0,80%, de Chimoio com 0,76%, de Quelimane com 0,53% e de Nampula com 0,16%.
Relativamente a variação homóloga, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Cidade de Tete registou o maior aumento de preços com cerca de 6,31%, seguida da Cidade de Xai-Xai com 5,67%, da Província de Inhambane com 5,53%, da Cidade da Beira com 4,43%, da Cidade de Chimoio com 4,07%, da Cidade de Maputo com 3,68%, da Cidade de Nampula com 3,58% e da Cidade de Quelimane com 2,72%.





