No final da sua viagem de três dias a sede da União Europeia, o Presidente de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi deu uma conferência de imprensa de balanço.
Nyusi disse a jornalistas que a visita foi positiva na medida em que os aspectos fundamentais foram discutidos.
Nyusi explicou que o principal objectivo da sua vista de trabalho a Bruxelas era de garantir a continuação do apoio financeiro da União Europeia ao país, consubstanciado, por exemplo, no diálogo de paz que tem desenvolvido com a Renamo e também no âmbito do processo DDR. “Explicamos que acima de 65% dos homens da Renamo já estão integrados e abrangidos pelo apoio europeu. Agradecemos o apoio dado no âmbito de resposta ao Idai e Keneth incluindo apoio da luta contra o terrorismo e a resposta a Covid-19. A UE apoiou mesmo antes e depois da fase da vacina”.
Nyusi disse que também abordou com a E.U. a questão do investimento privados da União Europeia em Moçambique tendo em conta as actuais linhas de financiamento de 375 milhões de euros e dos 428 milhões de euros já disponíveis.
Segundo disse Filipe Nyusi, o tema dominante nos encontros com a EU foi a situação do terrorismo.
“Deixamos claro que prevalecem riscos substanciais apesar de termos ocupado as sedes distritais; que essa situação a qualquer momento pode voltar a evoluir e expandir se para outras regiões do pais e há possibilidade de se expandir também para a Tanzânia. Dissemos também que o combate ao terrorismo envolve altos financiamentos; consideramos um risco a possibilidade do fim da missão das forças da SADC e do Ruanda”, disse o presidente Nyusi a jornalistas
O chefe de estado moçambicano disse também que nos encontros com os altos quadros da União Europeia, foi abordada a capacidade financeira e o futuro da guerra contra o terrorismo considerando a possibilidade da retira dos parceiros que estão a apoiar. “Vínhamos para trabalhar no sentido integrado e global. Dissemos aos nossos parceiros da EU que o fundamental é a estabilidade do estado; apoio aos intervenientes para permitir levar a cabo a missão dos nossos parceiros que estão a nos apoiar no terrorismo. A nossa preocupação é a reforma do sector da defesa do estado, designadamente nos segmentos da formação e especialização, em suma a capacitação das FDS”.
Em terceiro, explica Filipe Nyusi, discutimos também a necessidade de desenvolvimento sócio económico; reposição dos serviços básicos nas zonas outrora ocupadas pelos terroristas como o abastecimento de água, reposição de infra-estruturas, serviços, circulação das pessoas e bens, escolas, hospitais e assegurarmos o retorno com segurança das pessoas.
O presidente moçambicano referiu-se igualmente das cerca de 10 mil pessoas que estarão em movimentação na zona de Palma na sequência da recuperação da vila. “Tivemos 4/5 encontros com os nossos parceiros da UE. Tivemos debates para aprofundar os aspectos que interessam Moçambique. Falamos da fase de transição das energias incluindo das renováveis. Precisamos de iluminar Moçambique. As iniciativas sobre as Energias renováveis foram aplaudidas. Exploramos a perspectiva do gás; nas energias solares somos exemplo na região; actualmente 100 mil famílias nas aldeias estão iluminadas” disse igualmente Filipe Nyusi no final da sua visita a Bruxelas





