A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, defendeu, esta quinta-feira, 19 de Junho, em Dubai, Emirados Árabes Unidos, uma colaboração mais estreita entre os países africanos e a Fundação Merck, com vista à formação de profissionais de saúde, promoção da igualdade de género e combate às uniões prematuras.
Gueta Chapo falava durante a Reunião do Comité da Iniciativa das Primeiras-Damas da Fundação Merck, no âmbito da VII Edição da Iniciativa das Primeiras-Damas, onde participou como convidada de honra, ao lado das suas homólogas, que já “estão a trilhar vários passos” na colaboração com a Fundação Merck.
A esposa do Presidente da República revelou que Moçambique beneficiou de 18 bolsas de estudo atribuídas a médicos de várias províncias do país, sendo 15 destinadas à formação em diabetes e endocrinologia, no âmbito do Programa Nacional de Pontos Azuis em Diabetes da Fundação Merck.
“O que torna o curso ainda mais impactante é que ele foi disponibilizado em língua portuguesa, facilitando assim a sua compreensão para todos os estudantes”, destacou.
A Primeira-Dama enalteceu igualmente a concessão de outras três bolsas nas áreas de Medicina Aguda, Doenças Infecciosas e Gestão da Dor, consideradas prioritárias para a resposta às necessidades do sistema nacional de saúde. Sublinhou que estas oportunidades estão a contribuir para a criação de uma nova geração de especialistas moçambicanos, comprometidos com a melhoria da qualidade dos cuidados prestados à população. Durante o seu discurso, Gueta Chapo expressou reconhecimento pelo apoio da Fundação Merck ao país. “Gostaria de aproveitar neste momento agradecer mais uma vez à Fundação Merck, agradecer mais uma vez à Dra. Rasha por nos conceder mais de 140 bolsas de estudos, sendo 100 para o pessoal médico e enfermeiro e 40 para as nossas meninas carenciadas”, afirmou.
Referindo-se ao impacto social da educação, a Primeira-Dama frisou a importância do apoio às meninas moçambicanas, sobretudo órfãs e filhas de viúvas, que enfrentam dificuldades em prosseguir os estudos.
“Temos muitas meninas do nosso país, que é Moçambique, que gostariam de continuar a estudar, mas não têm possibilidade”, lamentou. Gueta Chapo destacou também a campanha “Mais do que uma Mãe”, promovida pela Fundação Merck, como uma ferramenta essencial para o empoderamento de mulheres com infertilidade. “Visa empoderar as mulheres com infertilidade e sem filhos através do acesso à informação, à educação, à mudança de mentalidade”, disse, elogiando as iniciativas complementares de sensibilização comunitária. A Primeira-Dama reiterou o compromisso do Gabinete que dirige em combater uniões prematuras e promover os direitos das raparigas, alinhando-se com os esforços do governo moçambicano e dos líderes comunitários. “Continuamos a sensibilizar a nossa população para que não deixem as crianças ou as meninas casarem-se antes dos 18 anos”,
No fim do seu discurso, reafirmou a intenção do seu Gabinete de reforçar a cooperação com a Fundação Merck e com as demais Primeiras-Damas. “Minhas queridas irmãs, estou entusiasmada por partilhar este caminho ao lado de todas vós e por fazer uma parceria estreita com a Fundação Merck para impulsionar mudanças significativas duradouras no nosso país e no nosso continente. Quando caminhamos juntas, somos mais fortes”. (GI)





