Quatro Dias Depois Comando-geral da PRM Assume ‘Abate’ do Chefe de Reconhecimento da UIR na Matola

Finalmente, a Polícia da República de Moçambique, confirmou e assumiu que o individuo cravado por cerca de 50 balas no passado dia 11 de Junho corrente no bairro Nkobe no município da Matola é agente e quadro sénior da corporação.
Quatro dias depois do fatídico assassinato, a PRM, através do seu Comando Geral em Maputo, assumiu em público que o individuo assassinado respondia pelo nome de Carlos Rafael Zandamela, Superintendente Principal da Polícia afecto a Unidade de intervenção Rápida, como Chefe da Repartição de Reconhecimento.
O comunicado do Comando Geral publicado este domingo, 15 de Junho explica que a polícia nunca recusou-se a assumir o seu quadro depois de assassinado, mas o que aconteceu é que quando a imprensa contactou a polícia ainda não havia clareza sobre a identidade da vítima.
Até ao fim da manhã da última quinta-feira, 12 de Junho a PRM, Polícia da República de Moçambique na província de Maputo ainda não tinha confirmado a morte no bairro Nkobe em Maputo de Charles, Carlos Zandamela Superintendente Principal da Polícia e Chefe de Reconhecimento da UIR
Cláudio Ngulele porta-voz PRM na província de Maputo, disse naquela manha os órgãos de comunicação social que a sua corporação já tinha estado no local do crime fez o seu trabalho preliminar, mas ainda não conseguira apurar a identidade do malogrado.
Pouco convincente nas suas declarações, o porta-voz da PRM na província de Maputo disse que a PRM ainda estava a tentar identificar a família do homem assassinado por uma rajada de balas na viatura Mahindra que dirigia.
Desde a noite da última quarta-feira, 11 de Junho, as redes sociais tem estado a revelar imagens chocantes indicando que o bairro de Nkobe foi palco de um crime brutal envolvendo o Superintendente Principal da Polícia e chefe da repartição de Reconhecimento da UIR, foi barbaramente assassinado.
O comunicado do Comando da Polícia publicado este domingo, não se refere ao trabalho que esteja a ser feito pela corporação tendo em vista o esclarecimento do crime nem as circunstâncias em que Carlos Zandamela foi assassinado. Porém, a polícia no seu comunicado, ataca a imprensa com repúdio em torno das matérias publicadas sobre a morte, em circunstâncias bastantes estranhas, daquele agente da PRM, quinta-feira, na Matola.
Ainda não quaisquer indicações claras sobre o que terá motivado o assassinato a queima roupa do superintendente Carlos Zandamela, mas há persistentes relatos sobre perseguições internas, descontentamento por compromisso não honrados pelas hierarquias dentro das fileiras.

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