O Centro Cultural Moçambicano Alemanha, CCMA anunciou a realização de uma sessão de cinema sobre as ideias e espírito independente e imparcialidade que o jornalista Carlos Cardoso cultivou durante os anos que dedicou a sua carreira ligada ao jornalismo investigativo em Moçambique.
Um filme que retrata a vida e legado de Carlos Cardoso, jornalista moçambicano que se destaco
u pela sua coragem, ética e compromisso com a verdade. A sua história, marcada pela luta incansável contra a corrupção e pela liberdade de imprensa, é um testemunho poderoso de integridade num contexto de adversidade.
Este documentário é uma homenagem à independência de pensamento e ao espírito indomável de Carlos Cardoso, um coração independente que continua a inspirar gerações.
Realização: Rehad Desai Produção: João Ribeiro Duração: 33 min
02 de Junho (Segunda-feira)
18h00
Galeria do CCMA
Entrada Livre (Mahala)
Carlos Cardoso foi brutalmente assassinado na avenida Mártires da Machava em Maputo a 22 de Novembro do ano de 2000 quando investigava um escândalo financeiro no então BCM, Banco Comercial de Moçambique.
Cardoso editou o jornal metical, um diário electrónico que criara em Maputo. O caso sobre o assassinato do jornalista foi julgado e sete pessoas acusadas de autoria moral e material foram condenadas. O caso também envolveu o primogénito do então Chefe de Estado moçambicano, Joaquim Alberto Chissano. O filho mais velho do presidente, Nhimpini Chissano, chegou a ser acusado de co-autoria moral do assassinato de Carlos Cardoso.
Este ano, Nini Satar, último mandante sobre o assassinato, que permanecia preso, morreu em circunstâncias estranhas na cadeia de máxima segurança em Maputo. Cardoso trabalhou na AIM, Agencia de Informação de Moçambique, e participou na criação da cooperativa de jornalistas Mediacoop responsável pelas publicações do diário Mediafax (editado por Cardoso) e semanário Savana.





