O Banco de Moçambique acolheu a 16 de Maio corrente, em Maputo, o 60.º Encontro Anual do Comité dos Governadores dos Bancos Centrais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (CCBG).
O evento, com a participação de governadores e Gestores Seniores de Bancos Centrais na SADC, esteve inserido nas festividades do 50.º aniversário do banco central, e do 45.º aniversário do Metical, que se assina no dia 16 de Junho próximo.
O acto de abertura contou coma intervenção de Lesetja Kganyago, Governador do Banco de Reserva da África do Sul, na qualidade de presidente em exercício do CCBG.
Para Kganyago os bancos centrais da região precisam de melhorar a cooperação para tornar mais eficazes os esforços de desenvolvimento comum, num contexto marcado por elevados níveis de endividamento, guerras comerciais e as novas dinâmicas globais resultantes da postura política recente do governo americano.
Na sua intervenção o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, referiu-se a situação macroeconómica do País, sublinhando as adversidades globais e nacionais, que provocaram a desaceleração da actividade económica, de 5,4 %, em 2023, para 1,9 %, em 2024.
Rogério Zandamela disse que, apesar das adversidades, o banco central conseguiu cumprir o seu principal mandato, que é a manutenção da estabilidade de preços, reflectindo “a adopção de uma postura prudente na condução da política monetária, a estabilidade cambial e a estabilidade de preços internacionais de suprimentos e combustíveis.”
Segundo disse o Governador do BM, as projecções indicam que a médio prazo, a inflação continue na banda de um dígito, num contexto de crescimento moderado, a reflectir o ciclo de flexibilização da política monetária e a retoma de projectos estratégicos nos sectores de mineração, energia e logística.
No contexto da região da SADC, o Governador apontou os esforços de Moçambique no prosseguimento das metas de convergência macroeconómica regional, facto que, como referiu, necessita de esforços adicionais face a desafios regionais e globais associados à baixa diversificação económica, elevada dependência do sector público, défice de infra-estruturas públicas, entre outros.





