Segundo Dia da Campanha na CTA Com Candidatura de Álvaro Massingue em Querela

A campanha eleitoral para as eleições na CTA vai já no seu segundo dia. O processo eleitoral na Confederação das Associações Económicas, vulgo CTA, está envolto em querela. Esta segunda-feira um tribunal judicial do distrito municipal ka mfumo em Maputo assumiu a gestão do processo eleitoral e readmitiu a candidatura da Câmara de Comércio liderada por Álvaro Massingue inicialmente excluída pela comissão eleitoral da CTA.

Ainda na mesma segunda-feira, a comissão eleitoral da CTA publicou um comunicado sobre as candidaturas definitivas e respectivas designações no boletim de voto e a candidatura de Massingue não consta. Agostinho Vuma, o controverso presidente em exercício da CTA já disse publicamente que nenhum tribunal vai alterar as decisões da comissão eleitoral da CTA. As eleições na organização estão marcadas para o próximo dia catorze deste mês e a CTA já confirmou as candidaturas de Maria Assunção Abdula e do jovem empresário Lineu Candieiro, que aparentemente conta com o suporte da equipa que actualmente dirige a CTA encabeçada por Agostinho Vuma. Maria Assunção é esposa de Salimo Abdula, que já foi presidente da CTA.

Esta segunda-feira Álvaro Massingue fez o lançamento público da sua candidatura. Agostinho Vuma parece que não quer a candidatura de Álvaro Massingue, que recorre aos tribunais para viabilizar a sua participação nas eleições naquela organização empresarial. Políticos e empresários rasgam frequentemente em público sentenças dos tribunais em Moçambique. Não se sabe como poderá terminar a crise que já envolve o poder judicial que, tudo indica, pode sair uma vez mais com a sua imagem beliscada e enfraquecida devido ao poder do capital em contenda.

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