De 88 anos, o Papa Francisco foi sepultado no nicho do corredor lateral da Basílica de Santa Maria Maior, entre a Capela Paulina, este sábado dia 26 de Abril de 2015, onde está também o ícone de Nossa Senhora e a Capela Sforza.
O Vaticano News refere que o rito foi precedido pelo canto de 4 salmos e acompanhado por 5 intercessões, e então o Pai Nosso foi entoado. Após a oração final, no caixão que contém os restos mortais do Papa Francisco foram impressos os sigilos do cardeal camerlengo da Santa Igreja Romana, Kevin Joseph Farrell, da Prefeitura da Casa Pontifícia, do Escritório de Celebrações Litúrgicas do Romano Pontífice e do Cabido Liberiano.
Após esses gestos, o caixão foi colocado no túmulo e aspergido com água benta enquanto a Regina Caeli foi entoado. Em seguida, a última formalidade: o notário do Cabido Liberiano redigiu o ato autêntico atestando o sepultamento e o leu aos presentes. Assinaram-no, então, o cardeal camerlengo, o regente da Casa Pontifícia, monsenhor Leonardo Sapienza, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, dom Diego Ravelli e, finalmente, o notário.
Na Praça São Pedro, o cardeal Pietro Parolin presidiu à missa em sufrágio do Papa Francisco no segundo dia dos Novendiais, (nove dias para o início da contagem para a realização do Conclave).
A celebração eucarística deste II Domingo de Páscoa, Domingo da Misericórdia, no Vaticano, teve a participação de adolescentes provenientes de várias partes do mundo, que haviam se organizado para estar em Roma no Jubileu dos Adolescentes e canonização de Carlo Acutis, actualmente suspensa devido à morte do Pontífice.
Cerca de 200 mil fiéis participaram da cerimónia, lotando a Praça e a Via della Conciliazione.
“A alegria pascal, que nos sustenta na hora da provação e da tristeza, hoje é algo que quase se pode tocar nesta praça; é visível sobretudo em seus rostos, queridos meninos e adolescentes que vieram de todo o mundo para celebrar o Jubileu. Vocês vêm de muitos lugares: das dioceses da Itália e da Europa, dos Estados Unidos à América Latina, da África à Ásia e aos Emirados Árabes… com vocês está aqui realmente presente o mundo inteiro!
A todos, dirijo uma saudação especial, com o desejo de fazer-lhes sentir o abraço da Igreja e o carinho do Papa Francisco, que teria desejado encontrá-los, olhá-los nos olhos e passar no meio de vocês para os saudar”, disse o cardeal na homilia.
Este domingo a Basílica de Santa Maria Maior, recebeu a visita dos Cardeais ao túmulo do Papa Francisco em simultâneo com a celebração das Segundas Vésperas.
Entretanto O Presidente da República, Daniel Chapo, participou nas exéquias do Papa Francisco, realizadas na Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma (Itália). Em declarações à imprensa, o Chefe de Estado destacou o profundo laço de amizade entre o falecido Pontífice e o povo moçambicano, sublinhando a importância de preservar e disseminar os valores de paz, reconciliação e amor ao próximo promovidos pelo Santo Padre. “O Papa Francisco era amigo de Moçambique. E sendo amigo de Moçambique, não fazia sentido aqui nós não virmos aqui”, afirmou o estadista, justificando a presença da delegação moçambicana na cerimónia solene. Além do Presidente Chapo, marcaram presença a Primeira-Dama, Gueta Selemane Chapo, e o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize. Durante a sua intervenção, o Presidente moçambicano recordou a visita histórica de Francisco a Moçambique, em Setembro de 2019, quando o Papa levou uma mensagem de esperança a um país que se reconstruía após sucessivos desafios políticos e naturais. “Porque foi um homem que, ao visitar Moçambique, deixou uma mensagem de paz, de esperança e de reconciliação para o povo moçambicano e, sobretudo, a necessidade de amor ao próximo”, disse.
A cerimónia da Missa das Exéquias teve início às 10 horas locais, seguida do sepultamento do Papa no átrio da Basílica de Santa Maria Maior. Líderes mundiais e milhares de fiéis reuniram-se para prestar a última homenagem ao Sumo Pontífice, cuja partida assinala também o começo do Novendiali, o tradicional período de nove dias de luto e orações em sua memória. O Presidente da República destacou ainda a dimensão universal do legado de Francisco, lembrando que o Papa transcendeu as fronteiras da Igreja Católica. “Era um homem espiritual, líder espiritual, que não só foi da Igreja Católica, mas de todas as religiões no mundo, porque defendia, portanto, a convivência inter-religiosa”, frisou. O governante apelou aos moçambicanos e à comunidade internacional a seguirem o exemplo do Papa Francisco. “O mais importante neste momento é ficarmos com o legado que ele deixou e continuarmos a espalhar esta mensagem de amor ao próximo, de paz no mundo, de reconciliação e, sobretudo, trabalharmos para que o mundo seja melhor do que está hoje”, afirmou. O Papa Francisco faleceu no dia 21 de Abril de 2025, aos 88 anos, na Casa Santa Marta, onde residia desde o início de seu pontificado. Com a sua morte, encerra-se uma era marcada pelo apelo incessante à misericórdia, ao diálogo inter-religioso e à construção de uma sociedade mais justa e fraterna.





