A Delegação Moçambicana chefiada por Carla Loveira, Ministra das Finanças, e que integra também entidades como Estevão Pale, Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Rogério Zandamela, Governador do Banco de Moçambique, entre outros quadros destas instituições, encerrou a sua participação, em Washington D.C nas Reuniões de Primavera do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) realizadas de 21 a 26 de Abril em curso.
As reuniões de Primavera do BM e FMI visam discutir questões económicas internacionais, desenvolvimento e estabilidade financeira. Mas não foi revelada qualquer decisão final de financiamento.
A delegação manteve encontros bilaterais com a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA do Grupo do BM) para discutir projectos do sector de energia apoiados pelo MIGA em Moçambique; com o Departamento Africano e o Departamento dos Assuntos Fiscais do FMI visando abordar sobre as perspectivas macro fiscais de Moçambique no contexto do Programa com FMI, e com a Vice -Presidente do Banco Mundial para Região Oriental e Austral de África no contexto dos Projectos apoiados pelo BM em Moçambique.
Não foram revelados quaisquer acordos ou compromissos financeiros entre as partes.
D e acordo com um comunicado do governo moçambicano, da agenda com o FMI, realizou-se a reunião bilateral com o Director-geral Adjunto do FMI, Bo Li, onde foram iniciadas as discussões preliminares sobre os aspectos relevantes para o novo programa entre o fundo e Moçambique.
O comunicado da delegação não avançam resultados reais alcançados, nem prazos de cumprimento, mas refere que foram abordados temas críticos como a mobilização da receita interna, sustentabilidade da gestão da dívida pública, consolidação da reforma da folha salarial, a eliminação de isenções fiscais e a necessidade de maior independência da política monetária — elementos que irão moldar o novo enquadramento do programa com o FMI.
Em complemento, a reunião com o Director do Departamento Africano do FMI, Abebe Aemro Selassie, reforçou a importância de uma liderança nacional nas reformas e a urgência de um diagnóstico fiscal claro para responder aos desafios imediatos da economia moçambicana. O governo de Daniel Chapo que tomou posse no inicio do ano tem estado a queixar com problemas de caixa; e anunciou que vai recorrer ao FMI para negociar um novo acordo de financiamento. Mas no final das negociações entre o governo e os seus parceiros da Bretton Word não fazem referências aos dinheiros que terão sido negociados.
Foram ainda realizadas reuniões com o Banco Mundial, nas quais se discutiu a reestruturação do portfólio de investimentos no país, estratégias de digitalização, criação de empregos e resiliência climática, bem como o apelo à mobilização de financiamento interno e reforço das PPPs para a implementação eficaz de projectos estruturantes. O sector energético mereceu atenção especial, com destaque para o interesse de investidores internacionais em fontes renováveis (solar, eólica e hídrica), e a apresentação de projectos como Mpanda Nkuwa e a Central Térmica de Temane.





