O Presidente da República, Daniel Chapo, procedeu, semana passada (dia 11 de Abril) ao relançou no Porto de Maputo, dos serviços de cabotagem marítima em Moçambique com a entrada em operação de dois navios de grande porte, adquiridos por parceiros privados, que vão assegurar o transporte regular de mercadorias entre os principais portos nacionais.
A iniciativa, inserida no Plano dos Primeiros 100 Dias de Governação, marca um passo estratégico na modernização da logística nacional, redução da pressão sobre as estradas e fortalecimento da economia azul.
É com elevada satisfação e profundo sentido de responsabilidade que estamos, hoje, aqui no Porto de Maputo, para o relançamento oficial dos serviços de cabotagem marítima na costa e Portos de Moçambique, declarou o Chefe de Estado no seu discurso. O acto simboliza uma viragem estratégica na política nacional de transportes, com a aposta na cabotagem como alternativa sustentável ao transporte rodoviário de mercadorias.
As novas embarcações, devidamente licenciadas pela Autoridade Reguladora do Transporte Marítimo (TRANSMAR), incluem um navio de carga geral de 120 metros de comprimento, com capacidade para transportar mais de 9 mil toneladas — o equivalente a 250 camiões — e um navio porta-contentores de cerca de 80 metros, com capacidade para 144 TEUs (unidades equivalentes a contentores de 20 pés). Ambas reforçam as operações dos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba.
O Presidente da República destacou o papel do sector privado nesta iniciativa, sublinhando que os navios que temos o privilégio de apresentar publicamente sinalizam uma nova abordagem do Governo de incentivar o sector privado para apostar na cabotagem marítima e na logística como num negócio seguro‖. Referiu que a transformação do Ministério dos Transportes e Comunicações em Ministério dos Transportes e Logística reflecte esta nova visão estratégica.
A cabotagem marítima desempenha um papel fundamental no impulso da economia, pois promove maior eficiência no transporte de mercadorias, reduz custos de logística e estimula o desenvolvimento de sectores estratégicos, sublinhou o Chefe de Estado, referindo-se a impactos como geração de empregos, sustentabilidade ambiental e dinamização do comércio interno.





