Os profissionais da saúde em Moçambique anunciaram o início hoje, quinta-feira, 17 de Abril, da greve geral que deverá ser caracterizada não pelo encerramento total do funcionamento das unidades sanitárias, mas a redução das horas de trabalho.
Já era visível esta manhã o funcionamento tímido de alguns hospitais em Maputo, mas todos, pelo menos os principais, pareciam funcionar em pleno.
Associação dos profissionais de saúde unidos e solidários de Moçambique anunciou esta segunda-feira, 14 de Abril, em Maputo, a retoma da greve que vem observando desde 29 de Abril de 2024 com vista a pressionar o governo a cumprir com as suas reivindicações nomeadamente a melhoria das condições de trabalho nos hospitais.
Em conferência de imprensa realizada em Maputo, os profissionais da saúde dizem que nos hospitais falta de tudo desde material cirúrgico, medicamentos básicos, luvas; o uniforme distribuído não chega para todos, mas tem a venda nos mercados informais de Maputo como Xiqueleni.
O caderno reivindicativo volta a ribalta na sequência dos acordos firmados em Junho e Agosto de 2023 entre o governo e os profissionais de saúde e, após negociações com o governo, que entretanto não resultaram em nada por desinteresse do governo em ver as questões acordadas resolvidas.
Os enfermeiros e outro pessoal de saúde dizem que chegaram a conclusão de que o governo simplesmente está se marimbando com a situação dos hospitais e da saúde de uma forma geral; eles dizem que o governo não está a partir de uma base negocial de boa fé e com interesse de ver as coisas resolvidas e a melhorar.





