Governo Aprova Plano de Desenvolvimento da Segunda Fase do Projecto do Gás do Rovuma

O Conselho de Ministros realizou, no dia 8 de Abril de 2025, a sua 11.ª Sessão Ordinária. Nesta sessão, o Governo apreciou e aprovou o Decreto que aprova o Plano de Desenvolvimento do Projecto Coral Norte FLNG, para o desenvolvimento e produção de 3.55MTPA de GNL, durante 30 anos, no Depósito Coral Eoceno 441, localizado na Área offshore da Bacia do Rovuma.

O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Ipissa, que revelou o facto em conferencia de imprensa, explicou que o Plano sobre o decreto aprovado, constitui a segunda fase do desenvolvimento do campo Coral Norte FLNG e consiste em uma infra-estrutura flutuante de liquefacção do gás natural, com uma capacidade de 3.55MTPA e 6 poços de produção, avaliados em cerca de 7.2 mil milhões de dólares norte-americano, cujo início de produção está previsto para o segundo trimestre de 2028.

Em 2022, o estado encaixou cerca de USD 34 milhões com a entrada em funcionamento do projecto FLNG Coral Sul na Bacia do Rovuma.

De acordo com dados do Banco de Moçambique, a indústria extractiva em Moçambique tem gerado receitas para o Estado e constitui, actualmente, uma das principais áreas responsáveis pelo crescimento económico do país. Por exemplo, no primeiro trimestre de 2023 apresentou um nível de cresci­mento de 38,02% contra uma previsão de 23,1%. A previsão é que o país arrecade cerca de USD 96 biliões durante a vida útil dos projectos de exploração do gás natural, isto é, em média USD 3,2 biliões por ano, em cerca de 30 anos.

Esperava-se que os dois maiores projectos de gás a operar na Bacia do Rovuma, respectivamente o projecto da área, liderado pela empresa TotalEnergies (Mozambique LNG) com um investimento avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares norte americanos, e o projecto da área 4, liderado pela ExxonMobil (Rovuma LNG) com um investimento estimado em cerca de 30 mil milhões de dólares americanos, entrassem em funcionamento a partir de 2023. Porém a complexidade dos processos sobre a tomada da decisão final de investimento e o terrorismo que se deflagrou na província de Cabo Delgado tem estado a afectar o decurso normal do negócio em torno da exploração do gás de Rovuma, no norte de Moçambique.

Segundo projecções do FMI de 2019, os projectos de gás, podem gerar mais de 200 biliões de dólares americanos ao longo da vida dos projectos, o que equivale a cerca de 12 biliões de dólares americanos por ano. Esta média equivale a cerca de 27% do PIB por ano, isto no pico do projecto, a ocorrer entre os anos de 2037 e 2045. Nesta fase, as receitas do gás excederiam as receitas dos outros sectores.

 

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