A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, defendeu esta semana uma maior solidariedade e inclusão social das mulheres em conflito com a lei, sublinhando que “o passado não deve definir o vosso futuro”.
Falando durante uma visita ao Estabelecimento Penitenciário Especial para Mulheres de Maputo, no âmbito da celebração do Dia da Mulher Moçambicana, assinalado esta Segunda-feira, a Primeira-Dama enalteceu a força e resiliência das reclusas e reafirmou o seu compromisso de apoiar iniciativas que contribuam para a reabilitação e reinserção social das mulheres em situação de reclusão.
Gueta Chapo afirmou que a realização do evento no contexto penitenciário “ultrapassa a celebração da mulher moçambicana, pois reflecte um compromisso genuíno que a solidariedade agregada a valores sociais essenciais na construção de uma sociedade mais justa, como por exemplo a empatia, a colaboração, o respeito e a igualdade”.
A Primeira-Dama sublinhou o simbolismo do mês de Abril para as mulheres moçambicanas, considerando-o “um momento dedicado para honrar a força, a resiliência e as conquistas das mulheres moçambicanas; um lembrete da nossa responsabilidade colectiva de promover a igualdade de género e empoderarmos as mulheres”.
Durante a visita, a esposa do Presidente da República teve a oportunidade de interagir com várias reclusas e conhecer os projectos de formação e geração de renda em curso no estabelecimento. “Testemunhamos iniciativas de mulheres com histórias marcantes, que em meio a adversidades permanecem firmes e determinadas, num acto de superação e engajadas nas actividades produtivas que contribuirão para a sua reabilitação e reinserção social”, destacou.
Como sinal de apoio prático, a Primeira-Dama anunciou a implementação de um salão de beleza na penitenciária, além do reforço ao envolvimento nas actividades do Serviço Nacional Penitenciário. “Manifesto a minha disponibilidade em apoiar todas as mulheres reclusas, a nível nacional, nas iniciativas e projectos de geração de renda […], para que vos proporcione uma melhor reabilitação e reinserção social”, garantiu.
Num discurso carregado de empatia e motivação, Gueta Chapo dirigiu-se directamente às reclusas: “Sei que a vida nos impõe desafios que, por vezes, levam-nos a sentir-nos devastadas. Contudo, gostaria de encorajar-vos a nunca perderem a esperança de um novo começo, porque tudo depende de nós”.





