Daniel Chapo Fala da ‘Verdadeira Verdade Eleitoral’ na IV Sessão do Comité Central Frel

Pela primeira vez o partido Frelimo reuniu o seu Comité Central com plena direcção dos novos órgãos do partido tendo Daniel Francisco Chapo como o Presidente.

Daniel Chapo, na sua primeira aparição diante do poder frel, orientou a máquina do Partido para assumir a ‘grande missão’ de descer às bases, ‘com uma mensagem de paz, amor, perdão, reconciliação e harmonia’ explicando a sociedade sobre a “verdadeira verdade eleitoral”, decorrente das sétimas eleições gerais de 9 de Outubro de 2024, que terminaram com a sua ascensão ao poder em Moçambique. Falando no acto da abertura da IV Sessão Ordinária do Comité Central, que se realizou de 3 a 5 de Abril corrente na cidade da Matola, província de Maputo, Chapo diz ser fundamental desconstruir as narrativas do ódio semeadas por algumas forças políticas e que têm criado luto, dor e perdas incalculáveis de bens públicos e privados, resultantes das manifestações violentas no país. “É neste contexto que a FRELIMO tem a responsabilidade acrescida na implementação do Compromisso para o Diálogo Nacional Inclusivo, recentemente aprovado pela Assembleia da República, tornando-se numa lei no ordenamento jurídico nacional”, sublinhou Daniel Chapo.

Em relação à economia, Chapo anunciou a reintrodução das áreas de Economia e Projectos e de Formação e Quadros na estrutura do Secretariado do Comité Central. A medida visa fortalecer a sustentabilidade financeira do partido e aprimorar a gestão dos seus membros, promovendo maior eficiência na execução das funções partidárias.

As celebrações do Jubileu de Ouro da Independência Nacional também foram tema de destaque na intervenção presidencial, que anunciou o lançamento da Chama da Unidade Nacional, em Nangade, Cabo Delgado, no próximo dia 7 (amanhã) de Abril, sob o lema “50 Anos de Independência: Consolidando a Unidade Nacional, a Paz e o Desenvolvimento Sustentável”. A chama percorrerá todas as províncias antes de chegar ao Estádio da Machava no dia 25 de Junho, local da proclamação da independência de Moçambique em 1975.

Alguns sectores já reagiram a ideia frelimista sobre a chama da unidade nacional e considera um exercício desnecessário e dispendioso e que não incide sobre os impactos da crise politico e social em que Moçambique mergulhou desde as eleições de 9 de Outubro de 2024. Não há números oficiais, mas algumas entidades independentes ferem que cerca de 500 pessoas terão morrido durante as violentas manifestações populares que se seguiram a votação de Outubro. Em diversas regiões do país, incluindo Gaza, o partido Frelimo foi alvo de saque, destruição por parte de populares que insatisfeitos com o desempenho governamental do partido.

 

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