Venâncio Mondlane Anamalala

Anamalala é o nome do novo partido político que surge no contexto politico partidário moçambicano. Trata-se da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo, do ex-candidato presidencial oficialmente derrotado Venâncio Mondlane.

O político, através da sua equipa, anunciou esta semana que decidiu avançar oficialmente com a constituição do seu próprio partido político, a Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamalala), esperando-se que o processo de legalização encerre dentro dos prazos legalmente estabelecidos.

Através do seu mandatário, o ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane submeteu esta quinta-feira, 3 de Abril, um pedido no Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, tendente a criação do seu próprio partido político.

Com a criação do seu partido, Venâncio Mondlane encerra uma fase de incertezas sobre o seu futuro político depois de desacordos com a Frelimo, MDM, Renamo, CAD e mais recentemente o Podemos.

O anúncio do lançamento do processo de formalização do partido Anamalala, de Venâncio Mondlane acontece no mesmo dia em que a Frelimo, dirigido por Daniel Chapo, abre a sessão da sua IV sessão ordinária do Comité central na Escola do Partido na Matola. Esta é a primeiura sessão de vulto que o partido realiza sob o comando pleno de Daniel Chapo na presidência e Chakil Aboobakar, no secretariado. Não se espera grande coisa nesta reunião dos camadas que vai servir essencialmente para Daniel Chapo arrumar a casa para governar melhor colocando os seus nos lugares de destaques. Fala-se da possível queda de Tomás Salomao do Comité Central.

Venâncio Mondlane foi oficialmente declarado o segundo candidato mais votado nas sétimas eleições gerais e multipartidárias realizadas a 9 de Outubro de 2024 em Moçambique cuja vitória foi atribuída, pelo Conselho Constitucional, a Daniel Chapo e o seu partido a Frelimo. Os resultados da Comissão Nacional de Eleições foram violentamente contestados sobretudo pelos apoiantes de Venâncio Mondlane, que desde dia 24 de Outubro saíram as ruas promovendo uma onda de manifestações violentas que terminaram com o retrocesso no desenvolvimento económico do país. centenas de pessoas, incluindo agentes da policia da república terão morrido durante os tumultos que iniciaram com a convocação de Venâncio Mondlane imediatamente a seguir ao bárbaro assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe no bairro Malhangalene em Maputo.

 

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